SEGUIDORES DO BLOG




CALENDÁRIO NEGRO - AGOSTO

1 - Nasce o instrumentista e compositor Bucy Moreira, neto de Tia Ciata (1909)
1 - Nasce em Recife (PE) o cantor José Adauto Micheles - Orlando Dias (1923)
1 - Independência do Benin (ex Daomé) (1975)
1 - O líder sul-africano Nelson Mandela inicia visita ao Brasil de seis dias (1991)
2 - O Deputado Federal cearense Silva Guimarães, apresenta lei acabando com a escravidão no Brasil (1859)
2 - Nasce no Recife (PE) o compositor e percussionista Juvenal de Holanda Vasconcelos - Naná Vasconcelos (1944)
2 - O atleta olímpico José Telles da Conceição recebe medalha de bronze no salto a altura (1952)
2 - Nasce no Morro da Mangueira (RJ), o compositor Carlos Moreira de Castro - Carlos Cachaça (1902)
3 - Independência do Níger (1960)
3 - Nasce na Cidade do Rio de Janeiro, a atriz Isabel Cristina Teodoro Filardis - Isabel Filardis (1973)
4 - Nasce o compositor Francisco José Freire Júnior. (1881)
4 - Nasce em New Orleans (EUA), o músico de jazz, trompetista e cantor Louis Daniel Armstrong, Louis Armstrong, tido como o mais importante de sua época. Seu estilo característico e voz rouca apareceram inclusive em inúmeros filmes de Hollywood. (1900)
4 - Foi tombado o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, o Casa Branca - Ilê Axé Ia Nassô Oká pela Prefeitura de Salvador (BA). (1982)
5 - Parte de Cuiabá (MT) uma força, sob o comando do capitão Luciano Pereira de Souza, composta por oitenta homens tendo como intuito de destruir o Quilombo do Rio Manso (1871)
5 - Quando voltava a Joanesburgo, após uma viagem pelo interior, Nelson Mandela, é capturado pela polícia sul-africana. Mandela é considerado culpado e condenado a dez anos de trabalhos forçados (1962)
5 - Os atletas americanos Evelyn Ashford e Edwin Moses (EUA) ganham medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos em Los Angeles (EUA) (1984)
6 - Nasce em Varre-e-Sai (RJ), um dos maiores instrumentistas e compositores brasileiros, Baden Powell de Aquino, autor de composições consagradas como: "Samba Triste", "Canção de Ninar Meu Bem", "Samba em Prelúdio", "Deixa", "Berimbau", entre outras (1937)
6 - Independência da Jamaica (1962)
6 - Aprovada nos Estados Unidos pelo Presidente Johnson a Lei dos Direitos ao Voto, permitindo aos negros o direito de votar (1965)
6 - O velocista Joaquim Cruz, ganha medalha de ouro durante as Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos (1984)
7 - Nasce Abebe Bikila, atleta etíope, o primeiro homem a ganhar por duas vezes a Maratona Olímpica (1932)
7 - Começa a integração racial nas escolas de Washington e Baltimore (EUA) (1954)
7 - Independência da Costa do Marfim (1960)
8 - Registrado o primeiro ato de escravidão de negros em Lagos por Portugal. 235 pessoas entre homens, mulheres e crianças (1444)
8 - O parlamento inglês aprova o "Bill Aberdeen" pelo qual toma a si a tarefa de aplicar as normas do tratado de 1826. Navios ingleses passaram a incursionar em portos brasileiros, apresar navios e prender súditos brasileiros. Em vista da difícil situação que então se criou, e sem poder fazer e respeitar sua soberania pela força, o governo decidiu empreender a repressão e extinção do tráfico negreiro por lei internacional. Isso se deu com a chamada Lei Eusébio de Queiroz (1845)
8 - A polícia do Império dissolve ato abolicionista na Rua do Ouvidos no Rio de Janeiro (1887)
8 - Nasce em Nova Iorque (EUA), o músico Bennett Lester Carter, Benny Carter, um dos grandes saxofonistas do jazz (1907)
9 - Após inúmeros protestos de várias instituições civis, o Brasil corta relações esportivas e culturais com a África do Sul (1985)
10 - Nasce em Maragopipe (BA), o jurista, parlamentar e político, Antônio Pereira Rebouças (1798)
10 - Nasce no Sítio de Boa Vista, Caxias (MA), o poeta Gonçalves Dias (1823)
10 - O atleta olímpico Carl Lewis repetindo o feito de Jesse Owens, conquista quatro medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984)
11 - Nasce na Rua Frei Caneca, bairro do Estácio, Rio de Janeiro, Saturnino Gonçalves, primeiro presidente da Estação Primeira de Mangueira (1897)
11 - Nasce nos Estados Unidos, o escritor Alex Haley, autor de "A Autobiografia de Malcolm X" e do clássico americano, "Negras Raízes" (1921)
11 - Independência do Chade (1960)
12 - É publicado o manifesto dos conjurados baianos da Revolta dos Alfaiates, protestando contra os impostos, a escravidão dos negros e exigindo independência e liberdade (1798)
13 - Nasce nos Estados Unidos, Ernest E. Just, proeminente biólogo (1883)
14 - Nasce no Rio de Janeiro a cantora Eliana Leite da Silva - Eliana Pittman (1945)
14 - Nasce em Lansing, Michigan (EUA), o jogador de basquete Earvin Magic Johnson (1959)
15 - Nasce no bairro da Tijuca (RJ), o cantor e compositor Darcy Fernandes Monteiro - Darcy da Mangueira, autor entre tantos sucessos de "Quero Sim", "Memória do Compositor", "Santos Dumont", "Ao Poeta Cartola" e o antológico "Mundo Encantado de Monteiro Lobato". (1932)
15 - Independência do Congo (1960)
16 - Dia consagrado ao Orixá Obaluaê
17 - Nasce em Sant'ana, Jamaica, Marcus Mobiah Garvey - Marcus Garvey (1887)
17 - Nasce no bairro de Cavalcante (RJ), o compositor, integrante da Velha Guarda da Portela, Ildemar Diniz - Monarco, autor de sambas de sucesso como: "Tudo Menos Amor", "Amor de Malandro", entre outros (1933)
17 - Nasce na Rua João Vicente, subúrbio de Oswaldo Cruz (RJ), Antônio Candeia Filho - Candeia, cantor, compositor, um dos fundadores do GRANES Quilombo (1935)
17 - Independência do Gabão (1960)
18 - Nasce no Morro da Serrinha, em Madureira, (RJ), Eva Emely Monteiro, sambista, integrante da Escola de Samba Império Serrano, compositora, uma das principais integrantes do grupo de Jongo da Serrinha (1938)
19 - Nasce no Rio de Janeiro, Licínia da Costa Jumbeba - Tia Lili, neta mais velha de Tia Ciata, antiga porta-estandarte do Recreio das Flores (1885)
19 - Nasce no Rio de Janeiro a cantora Araci Teles de Almeida, Araci de Almeida (1914)
20 - Fundação no Rio de Janeiro da Companhia de Dança Rubens & Barbot. (1990)
21 - Nasce nos Estados Unidos, o músico Willian "Count" Basie (1904)
21 - Ocorre no Condado de Southampton, Virgínia (EUA) a Insurreição de Nat Turner (1831)
22 - Fundação no Rio de Janeiro, do Comitê Brasileiro de Solidariedade aos Povos da África do Sul e Namíbia - COMÁFRICA (1985)
22 - A Lei n. 7.668 cria a Fundação Cultural Palmares, instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura (1988)
23 - Nascimento de José Correia Leite, fundador do jornal O Clarim da Alvorada (1900)
23 - Nasce no Recife (PE), o harpista e professor de música, Felipe Benício Barboza (1722)
23 - É preso na Praça da Piedade em Salvador (BA), um dos líderes da Revolução dos Alfaiates ou Conjuração Baiana, o soldado Luís Gonzaga das Virgens (1798)
23 - Nasce em São Paulo (SP), o ativista da imprensa negra paulista, José Benedito Correia Leite (1900)
24 - Primeiro Congresso de Cultura Negra das Américas, na Colômbia (1977)
24 - Nasce no bairro da Saúde (RJ), o compositor e ritmista Raul Gonçalves Marques - Raul Marques, que teve sua fase áurea como compositor nos anos 40 (1913)
24 - Dia consagrado ao Orixá Oxumarê
24 - Realiza-se em Cali, Colômbia, o I Congresso de Culturas Negras das Américas (1963)
24 - Nasce em São Bernardo do Campo (SP), o atacante da Seleção Brasileira de Futebol Denílson de Oliveira (1977)
26 - Nasce o compositor e integrante da Velha Guarda da Portela, Manacéa, autor, entre tantos sambas de sucesso, de "Quantas Lágrimas" (1922)
26 - Surge em São Paulo, o Jornal Mundo Novo (1950)
26 - Realiza-se em Alagoas o I Encontro Nacional do Parque Histórico de Zumbi, no terreiro onde Palmares existiu (1980)
26 - O atleta americano Frederick Carleton Lewis - Carl Lewis, cognominado "O filho do vento", ganhador de nove medalhas de ouro e uma de prata nas Olimpíadas e oito de ouro, uma de prata e uma de bronze em mundiais despede-se das pistas de atletismo, vencendo os 4x100m do Meeting de Berlim, Alemanha (1997)
27 - Nasce no Rio de Janeiro, a cantora Sandra Cristina Frederico de Sá - Sandra de Sá (1955)
28 - Realiza-se no teatro São Joaquim, em Goiás o Festival Abolicionista (1887)
28 - Nasce em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) a atriz Jacira de Almeida Sampaio - Jacira Sampaio (1922)
28 - Realiza-se nos Estados Unidos a "Marcha sobre Washington" onde mais de 250 mil norte-americanos de diferentes formações religiosas e étnicas realizam a maior manifestação da história da capital da Nação a favor da integração racial (1963)
29 - Durante a batalha de Rhode Island nos Estados Unidos, uma companhia formada por soldados inteiramente negros sob o comando do Coronel Greene "se distinguiu por feitos de alto valor". (1778)
29 - Nasce em Vila Rica, hoje Ouro Preto (MG), o famoso escultor, Antônio Francisco Lisboa - Aleijadinho. (1730)
29 - Abolição dos escravos na ilha de São Domingos, atual Haiti. (1793)
29 - Nasce em Kansas City, Missúri (EUA), o músico Charlie "Bird" Parker. (1920)
29 - Nasce em Gary, Indiana (EUA) o cantor e compositor Michael Joe Jackson, Michael Jackson (1958)
30 - Na Virgínia (EUA), mais de mil escravos chefiados por Gabriel Prosser e Jack Bowler marcham sobre a cidade de Richmond. Pela ação da milícia do Estado, dezenas foram presos e 35 executados (1800)
30 - O jangadeiro Francisco José do Nascimento, o "Chico da Matilde" e cognominado "O Dragão do Mar", lidera o movimento de jangadeiros no Ceará, impedindo o transporte de escravizados nas jangadas (1881)
30 - Nasce o cantor norte-americano Johnny Mathis (1935)
30 - Durante o III Encontro de Religiosos Negros, é solicitado à Santa Sé, através do cardeal ecumenista Willes Brands, a instituição do rito católico afro-brasileiro (1986)
31 - Nasce em Alagoa Grande (PB) o cantor e compositor José Gomes Filho - Jackson do Pandeiro (1919)
31 - Independência de Trindade e Tobago (1962)

.

Pesquisa personalizada

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Coro Oyá Igbalé abre inscrição para seleção de novos membros - BA


quinta-feira, 2 de junho de 2016

IFPR/Campus Palmas é parceiro do XIII Encontro do Fórum Permanente da Diversidade Étnico-racial e de Gênero - TO

Será realizado em Palmas, de 9 a 11 de junho de 2016, o XIII Encontro do Fórum Permanente da Diversidade Étnico-racial e de Gênero do Paraná. O Campus Palmas do IFPR é um dos parceiros na organização.
O evento, cujo tema será “Negras, negros, quilombolas e indígenas: a educação das relações étnico-raciais na perspectiva das leis 10.639/03 e 11.645/08”, é destinado a professores municipais, estaduais e federais, estudantes das licenciaturas do Campus Palmas e integrantes de movimentos sociais.
Além da palestra de abertura intitulada “Identidades sociais de raça no livro didático”, a ser ministrada pela professora, pesquisadora e escritora da área educacional Aparecida de Jesus Ferreira, haverá um total de 32 oficinas ofertadas nos dias 10 e 11 de junho, apresentações artísticas e momentos de troca de experiências das equipes multidisciplinares.
São disponibilizadas 1.200 vagas, sendo 500 reservadas para professores da rede municipal de ensino, 200 para professores da rede estadual, 200 para integrantes de movimentos sociais e 300 para professores e acadêmicos dos cursos de licenciatura do Campus Palmas do IFPR.
Segundo a coordenadora do projeto de extensão que possibilitou a participação no referido evento, professora Marcia de Campos Biezeki, do curso de Pedagogia do IFPR/Palmas, o objetivo do Fórum é desenvolver uma proposta de formação continuada, de análises, e, principalmente, de cumprimento das legislações vigentes desde 2003 para que haja a efetiva implementação dos conteúdos que contemplem a diversidade étnico-racial.
“O desafio de sediar um evento de proporções estaduais só seria possível mediante o esforço de muitos profissionais paranaenses que, por meio de suas instituições, comunidades, associações, conselhos etc., contribuíram para que tudo fosse feito à altura e relevância do tema abordado e o IFPR, campus Palmas, é um dos parceiros na organização desse grande evento”, comenta a professora.
Folder do Evento:
Cronograma de oficinas:
Fonte:
FONTE: Blog Diversidade Étnico-racial

domingo, 15 de maio de 2016

Revista Sociedade & Estado (UnB) publica dossiê "Decolonialidade e perspectiva negra"





DOSSIÊ DECOLONIALIDADE E PERSPECTIVA NEGRA
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0102-699220160001&lng=en&nrm=iso

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Conferência discutirá Ancestralidade Bantu no Baixo Sul da Bahia: memória e convivência religiosa com mame´etu Kasanji

 
Acontece nesta quarta-feira, 18 de maio de 2016, a Conferência do Coletivo de Estudos e Pesquisas de Matriz Africana, será discutido "Ancestralidade Conferência discutirá Ancestralidade Bantu no Baixo Sul da Bahia: memória e convivência religiosa com mame´etu Kasanji, às 14h, no auditório Tempo Livre, da Escola Caxuté.

O objetivo da conferência é alimentar o acervo do memorial Mameetu Kasanji, idealizado pelo Táta Luangomina, pesquisador sobre a trajetória de Mãe Mira (Mammetu Kasanji) que estará sendo criado pela Associação Religiosa e Cultural Terreiro Caxuté Tempo Marvila Senzala do Dendê, para, como também, contribuir com a produção de registro sobre a convivência religiosa de dois sacerdotes que tiveram em suas vidas a presença sacerdotal da saudosa rainha negra do território do Baixo Sul. A conferência trará trocas de experiências do Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi e da Mame´tu Kwa Nkisi Kafurêngá. 
 
Confira a programação abaixo, assim como uma breve apresentação da Mãe Bárbara (Mame´etu Kafurêngá) e do convidado Walmir Damasceno (Taata Katuvanjesi):
 
 
Mame´etu Kafurêngá:

Atualmente é graduanda em Pedagogia. Diretora/fundadora da Primeira Escola de Religião e Cultura de Matriz Africana do Baixo Sul da Bahia - Escola Caxuté. Presidenta da Associação Religiosa e Cultural Terreiro Caxuté Tempo Marvila Senzala do Dendê (ACULTEMA). Sacerdotisa Afro dirigente do Kunzo Nkisi Caxuté Kitembo Mvila (Terreiro Caxuté). Poetisa afro-brasileira. Coordenadora da Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro (FENACAB), para as 15 cidades que compõem o Território do Baixo Sul da Bahia.

Taata Katuvanjesi:

Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, Sacerdote Máximo do Nzo Tumbansi – Jornalista e Bacharel em Direito. Coordenador Nacional do Ilabantu.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Coletivo Angela Davis (PPGCS/UFRB) seleciona novos membros - BA


SOLICITAR EDITAL COMPLETO E MODELO DE CARTA DE INTENÇÃO NO E-MAIL coletivoangeladavis@gmail.com

terça-feira, 10 de novembro de 2015

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Animação infantil com personagens negros será lançada em Salvador - BA




No feriado de 12.10, a partir das 09h, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, no Curuzu, será lançada nacionalmente a série de animação colombiana “Guilhermina e Candelário”. Produzida em 2012 pela Fosfenos Media e Señal Combia, a animação traz como protagonistas os irmãos negros Guilhermina e Candelário que vivem em um cenário simples, mas que guardam uma grande riqueza: a relação que estabelecem entre si e com seus familiares e amigos. A TVE Bahia / TV Brasil exibirá quatro episódios em sequência, às 9h45 e às 13h. A partir de então, o desenho será exibido de segunda a sábado, na faixa Hora da Criança. Entrarão no ar 20 episódios, de 12 minutos cada, que abordam o cotidiano dos dois irmãos, cuja capacidade de sonhar transforma cada dia em uma incrível aventura.

Os irmãos Guilhermina e Candelário compõem uma família negra, muito parecida com milhões de famílias brasileiras, atualmente pouco representadas nos meios de comunicação. A série infantil tem a maioria dos seus personagens negros e surge para preencher essa lacuna e valorizar a história e a cultura negra. É um dos primeiros desenhos do gênero com protagonistas negros a ser exibido na TV aberta brasileira.

A aquisição da série se alinha à adesão da Empresa Brasil de Comunicação – EBC ao programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça, uma vez que cumpre o papel de colocar em tela personagens negros, especialmente para o público infantil, que dificilmente conta com produções deste tipo. “Guilhermina e Candelário” apresenta valores de sociabilidade importantes para a infância, apresentados ao público através das pequenas descobertas dos irmãos, contadas com muita música e alegria. Por fim, a série apresenta ótima execução técnica e artística, possui alta definição (HD) e é inédita na TV do Brasil, tanto aberta quanto por assinatura.

“Guilhermina e Candelário” contará com eventos de lançamento apoiados pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR), pelo Governo do Distrito Federal (SEMIDH e SECULT), pela Prefeitura de São Paulo (SMPIR), pelo Governo da Bahia (SEPROMI/SEC-IRDEB/SECULT) e pelo Governo do Maranhão (SEPIR). O objetivo é dar visibilidade ao programa, contribuindo para a reversão das representações negativas da pessoa negra e fortalecendo autoestima, a história e a cultura afrolatino-americana no Brasil, sobretudo entre educadores e crianças.
 
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Promoção da Igualdade Racial
www.sepromi.ba.gov.br
55 71 3103-1411/1412/1413/1414

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Relações raciais na sociedade brasileira são tema de curso gratuito em Cubatão - SP

O Departamento de Igualdade Racial e Étnica da Prefeitura de Cubatão e o conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) do município promovem entre outubro e novembro o curso Ondjango - Relações Raciais na Sociedade Brasileira. O objetivo do curso é levar à comunidade em geral conceitos para a formação de uma consciência antirracista, com temas ligados à Saúde, Educação, Artes e Políticas Públicas, entre outros.

Ondjango é uma palavra que em Angola e outros países do sul do Saara significa uma forma peculiar de organização comunitária, um pequeno parlamento. A palavra também designa uma construção de pau-a-pique, em forma circular, sem paredes, encoberta de capim (colmo) ou localizado sob uma árvore frondosa, de grandes sombras, onde são realizados encontros.


As inscrições devem ser feitas entre os dias 8 e 14 de outubro, somente pela internet, no link https://docs.google.com/forms/d/1NvgHccE3UBizpjtGKspm6Nuc2X_qGEbZrIOQsdlaRK0/viewform. São 50 vagas, sendo 10 (dez) são reservadas para integrantes do Compir, 30 para cidadãos e cidadãs cubatenses e 10 para pessoas de outras cidades da região. O critério de seleção será a ordem de inscrição.  A lista final dos inscritos será divulgada no dia 15 de outubro no site oficial da Prefeitura Municipal de Cubatão.


O curso é fruto da II Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial, realizada em 2013, e cumpre função relacionada aos eixos de trabalho do Departamento de Igualdade Racial e Étnica da Prefeitura Municipal de Cubatão.


As aulas acontecem de 16/10 até 16/11 no Anfiteatro da Câmara Municipal e na UME Lorena (Av. Nossa Senhora da Lapa, 785, Vila Nova) e incluem também visitas ao Acervo de Memória e do Viver Afrobrasileiro Caio Egydio de Souza Aranha e ao Museu Afro Brasil, ambos em São Paulo, e a exibição seguida de debate do filme "Besouro". O curso é gratuito e terá duração de 40 horas. Serão conferidos certificados aos que participarem de 80% dos módulos do Curso. Confira a programação:


Módulo I - História e Cultura Africanas. Aspectos da Cultura e História Africanas. O legado africano e a contemporaneidade. 3h00
Data: 16/10, às 18h30min
Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Cubatão
Endereço: Praça dos Emancipadores, s/nº.


Módulo II - História e Cultura Afrobrasileiras: A formação da sociedade brasileira. Escravidão. Quilombos e a resistência afrobrasileira. Abolição. Situação do Negro no Brasil atual. Cultura Afrobrasileira e contemporaneidade: Literatura e Artes Negras, Artistas e Performances. 3h00
Data: 20/10, às 18h30


Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Cubatão

Módulo III - Direitos Humanos e Diversidades: noções básicas, dimensões, marcos regulatórios e conjuntura. Diversidades: Identidade de Gênero, Raça/Etnia, Orientação Sexual, Liberdade Religiosa. 3h00
Data: 21/10, às 18h30
Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Cubatão


Módulo IV - Racismo Institucional: sensibilização, identificação e abordagem do Racismo Institucional e consequentes discussões a partir de conceitos como Racismo, Preconceito, Discriminação, Estereótipo, Racismo Científico, Democracia Racial, Ideologia do Embranquecimento, Branquitude, Negritude, Identidade, Diferença, Igualdade. 3h00min
Data: 22/10, às 18h30
Local: UME Lorena, Av. Nossa Senhora da Lapa, 785, Vila Nova.


Módulo V - Gênero, raça e etnia: identidade de gênero, interseccionalidades, machismo, racismo, violência doméstica e a tripla discriminação. 3h00
Data: 24/10, às 14h00
Local: UME Lorena


Módulo VI - Saúde da População Negra: a Política Nacional de Saúde Integral a População Negra e o  SUS. Equidade. Os efeitos psicossociais do racismo. 3h00
Data: 27/10, às 18h30
Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Cubatão


Módulo VII - Educação, Racismo e Antirracismo: as relações raciais e o racismo no cotidiano escolar. A busca por uma educação etnicorracial e antirracista. O papel do município na implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008.  3h00
Data: 28/10, às 18h30
Local: UME Lorena


Módulo VIII - Direito de Igualdade Racial: ações afirmativas, rede de proteção e de enfrentamento ao racismo, Estatuto da Igualdade Racial, cotas e legislação antirracismo. 3h00
Data: 29/10, às 18h30
Local: Anfiteatro da Câmara Municipal de Cubatão


Módulo IX - Questão racial e o mercado de Trabalho: análise das relações raciais e desigualdades no acesso ao mercado de trabalho. Afroempreendorismo. 1h30
Data: 31/10, às 13h00
Local: UME Lorena


Módulo X - Juventude Negra, racismo, violência e segurança pública. Análise do perfil e diagnóstico das juventudes negras. Discussão sobre a violência nas periferias. Acesso à justiça e Direitos Humanos. 1h30
Data: 31/10, às 15h00
Local: UME Lorena


Módulo XI - Visita monitorada a Territórios Negros: Acervo de Memória e do Viver Afrobrasileiro Caio Egydio de Souza Aranha e Museu Afro Brasil (ambos em São Paulo). 6h00
Data: 08/11, às 9h00


Módulo XII - Cine-debate filme "Besouro": discussão sobre filme que fala da Bahia, década de 20, tempo em que os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes. Entre eles está Manoel, que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio. O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que, segundo suas características, não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes. 4h00min
Data: 14/11, às 14h00
Local: UME Lorena


Módulo XIII - Oficina sobre Lei 10.639/2003: Literatura Afrobrasileira e Poesias Negras: Aspectos da literatura negra dentro do cenário da literatura brasileira. Escritores e escritoras negros(as). Oficina de interpretação e elaboração de poesias negras. Varal de poesias. Sarau improvisado. 3h00
Data: 16/11, às 19h00
Local: UME Lorena


A entrega dos certificados ocorrerá em 20 de novembro, durante evento da Semana de Consciência Negra que fará a entrega do Prêmio Zumbi dos Palmares Edição 2015.

Texto: Alessandro Atanes - MTb 650/96 DRT-MT

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Marchas e caminhadas pelo combate ao racismo e à intolerância religiosa serão discutidas nesta sexta - BA

Manifestações da sociedade civil, desenvolvidas ao longo da história em diversos formatos, têm contribuído para a ampliação da luta contra o racismo e demais formas de discriminação, além da conquista de políticas públicas em defesa dos direitos da população negra. Para discutir a importância e o resultado dessas atividades, será realizado um painel nesta sexta-feira (09), às 14h, no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, na Avenida Sete de Setembro, em Salvador.


Participam do debate os representantes do Fórum de Entidades Negras da Bahia, Vovô do Ilê, Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Gilberto Leal, Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende, e das caminhadas dos terreiros do Subúrbio e do Engenho Velho da Federação, respectivamente, Valdo Lumumba e Valdélio Silva.

O Centro de Referência - Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), o equipamento social oferece apoio psicológico, jurídico e social a vítimas de racismo e intolerância religiosa na Bahia. Também conta com uma biblioteca especializada em relações raciais e realiza atividades formativas com o público interno e segmentos variados da sociedade civil.


Serviço
O quê: Painel sobre marchas e caminhadas pelo combate ao racismo e à intolerância religiosa.
Quando: 09.10.15 (sexta-feira), às 14h.
Onde: Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela - Avenida 7 de Setembro, nº 282, Ed. Brasilgás, 1º andar – Centro (mesmo prédio da Fundação Pedro Calmon), em Salvador.
Mais informações: (71) 3117-7445/7448 - cr.racismo@sepromi.ba.gov.br.
Obs. Evento com entrada gratuita e fornecimento de certificado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Processo civilizatório africano é tema de encontro nesta sexta-feira - BA



A segunda edição do painel ‘Literatura Negra Comentada’, do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, traz o escritor Marco Aurélio Luz para um debate sobre o processo civilizatório africano. A atividade será nesta sexta-feira (25), às 14h, no próprio equipamento social, situado na Av. Sete de Setembro, em Salvador. 



Aberta ao público, a discussão terá como base os livros ‘Cultura Negra e Ideologia do Recalque’, ‘AGADÁ, Dinâmica da Civilização Africano-Brasileira’ e ‘O Rei Nasce Aqui Oba Biyi’, de autoria do palestrante, que também é filósofo, doutor em Comunicação e pós-doutor em Ciências Sociais. A organização do evento informa que fornecerá certificados.



Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o Centro de Referência é uma das portas de entrada dos casos acompanhados pela Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. A unidade dispõe de biblioteca especializada e espaço para formações, além do atendimento ao público vítima de discriminação racial ou violência motivada por questões ligadas às religiões.



Serviço



O quê: 2ª edição do painel ‘Literatura Negra Comentada’, com participação do escritor Marco Aurélio Luz.

Quando: Sexta-feira (25.09), às 14h.

Onde: Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela - Avenida 7 de Setembro, nº 282, Ed. Brasilgás, 1º andar – Centro (mesmo prédio da Fundação Pedro Calmon), em Salvador.

Mais informações: (71) 3117-7445/7448 - cr.racismo@sepromi.ba.gov.br.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Inscrições abertas para apresentação de trabalhos - BA


GT 5 – Gênero, Raça e Subalternidades
Coordenação:
Ângela Figueiredo
angelaf39@gmail.com
Zelinda Barros
zelindabarros@gmail.com
Ementa: Este GT pretende reunir trabalhos que tenham como propostas refletir sobre as implicações da intersecção de gênero, raça e classe em fenômenos e contextos socioculturais diferenciados e produzir subsídios teóricos à compreensão dos mecanismos que fundamentam o processo de exclusão das mulheres negras, minorias sexuais e outros grupos subalternizados, assim como das formas de resistência por eles engendradas. Serão aceitos estudos relacionados aos seguintes eixos temáticos: 1) Gênero, Raça e Sexualidades, 2) Violências de gênero e racial, 3) Gênero, Comunicação e Cultura, 4) Gênero e Saúde, preferencialmente baseados numa abordagem que considere a interseccionalidade de gênero, sexualidade, raça e classe.
Inscrições para envio de resumos para o GT: até 03 de novembro de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Afoxé Filhos de Gandhy sedia encontro sobre Revolta dos Búzios e ações afirmativas - BA



O Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, órgão vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em parceria com os Filhos de Gandhy, realizam um debate nesta sexta-feira (28) sobre ações afirmativas, trazendo os ideais da Revolta dos Búzios para a atualidade. O encontro será às 18h30, na sede do afoxé, no bairro do Pelourinho, em Salvador, como parte da programação do 'Agosto da Igualdade', mês alusivo à manifestação popular de 1798 pela abolição da escravatura e república democrática.

Para a discussão, foram convidados o cineasta e fotógrafo Antônio Olavo, que já apresentou projetos como Quilombos da Bahia (2004), Abdias do Nascimento: Memória Negra (2008) e A Cor do Trabalho (2014), além dos historiadores Fred Joi e Anne Rodrigues, também coordenadora do Mundo Afro.  Participam ainda do evento, aberto ao público, o presidente do afoxé Filhos de Gandhy, Francisco Lima, e o coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, Walmir França. A atividade é associada à Década Internacional de Afrodescendentes, que vigora até 2024, trabalhando diversas temáticas ligadas às questões raciais nos eixos da justiça, reconhecimento e desenvolvimento.

Serviço:
O quê: Painel de Debate sobre a Revolta dos Búzios.
Quando: 28.08 (sexta-feira), às 18h30.
Onde: Sede do afoxé Filhos de Gandhy (Rua Maciel de Baixo, 53 - Pelourinho, Salvador/BA).
Mais informações: 3321-7073 / 3117-744
 xikolim@yahoo.com.br / cr.racismo@sepromi.ba.gov.br


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Odeere abre inscrições para dois novos cursos de extensão - BA


O Órgão de Educação e Relações Étnicas com Ênfase em Culturas Afro-Brasileiras (Odeere) da Uesb, campus de Jequié, está com inscrições abertas para dois novos cursos de extensão. Ao todo, foram disponibilizadas 200 vagas (100 em cada curso), com duração de 120 horas e cinco módulos mensais.

O Curso de Extensão em Educação Quilombola terá início no próximo dia 29 de agosto e tem como objetivo desenvolver estudos sobre a história cultural de populações quilombolas e afro-brasileiras através das disciplinas: Antropologia das populações Afro-brasileiras; Remanescentes de quilombos: memórias, mitos, diversidade étnica, simbolismos e fronteiras; entre outras. Nesse curso, a maioria dos módulos será ministrado no Colégio Estadual Dr. Milton Santos (Escola Quilombola), bairro Joaquim Romão.
Já o Curso de Extensão em Educação e Culturas Indígenas terá início no próximo dia 25 de setembro e tem como objetivo desenvolver conhecimentos sobre a História e Cultura dos povos indígenas através das disciplinas: Antropologia das Populações Afro-brasileiras; Histórias e Culturas Indígenas no Brasil e na Bahia; entre outras.
É importante informar que todos os cursistas participarão das atividades promovidas pelo Odeere: 5º Congresso Baiano de Pesquisadores Negros (CBPN), 4º Encontro Estadual de Educação das Relações Étnicas, a 11ª Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira e o 2º Seminário do Mestrado em Relações Étnicas e Contemporaneidade. Esses eventos acontecerão entre 16 a 20 de novembro de 2015.
As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta, em horário comercial, no Oderre, Rua João Rosa, S/N.º, Pau Ferro/Jequié (antigo Colégio Dom Climério de Andrade) e também na sala do Odeere, localizada no Centro de Aperfeiçoameto Profisional da Uesb. Os interessados de outras cidades deverão preencher a ficha de inscrição (curso 1 e curso 2) e encaminhá-la para o e-mail abaixo. Mais informações sobre os cursos podem ser obtidas pelo telefone (73) 3526-2669 ou e-mail odeere@uesb.edu.br.

Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Curta em stop motion traz mito da criação do universo contado por Orixás


Produtora baiana reuniu artistas e técnicos especializados

 para a produção do filme de 12 minutos
.
Com mais de 25 mil clicks, o mito da criação do universo será contado pela técnica do stop motion no curta ÒRUN ÀIYÉ, uma realização da Estandarte Produções, produtora baiana que reuniu um time de renomados profissionais para dar vida à animação inédita, que está sendo produzida em Salvador/Camaçari. O curta traz a trajetória do pai de todos os deuses, Oxalá, para cumprir sua missão junto a outras divindades, em uma envolvente narração de 12 minutos, carregada de simbolismos da cultura afrobrasileira. A animação é inclusiva e, por meio de recursos como audiodescrição, subtitulação e janela de Libras, estará disponível para o público surdo e cego, além de estar em mais cinco línguas – português, inglês, francês, espanhol e yorubá.

Para as diretoras da obra, as cineastas Jamile Coelho e Cintia Maria, a animação será um instrumento de educação, combate ao racismo e à intolerância religiosa em meio às crianças e jovens. “Esse material paradidático permitirá às crianças e jovens a ampliação da noção de cultura negra trazida da África para o Brasil, proporcionando uma educação que reconheça e valorize a diversidade, comprometida com as origens do povo brasileiro”, afirma Jamile Coelho. A religiosidade afro-brasileira será abordada a partir da contação de histórias, tendo a figura do historiador Ubiratan Castro de Araújo (1948-2013) como o griôt – narrador das lendas envolvendo deuses africanos como Olodumaré, Oxalá, Orunmilá, Ododuwa, Nanã e Exu.

cinco anos, a Estandarte Produções atua na criação e gestão de projetos culturais e pedagógicos, a exemplo de oficinas artísticas, mostras e festivais, debates, intercâmbios, publicações, audiovisuais (cds, dvds, videoclip, documentários e curta-metragens), envolvendo profissionais de formações variadas, como música, teatro, comunicação, administração e artes visuais. No currículo já tem projetos como o premiado A Cartomante, dirigido por Adriano Big e vencedor do Festival de Cinema Baiano em Ilhéus (2012), nas categorias Melhor Diretor e Melhor Atriz e a animação em stop motion Talvez Futuro, exibido no maior festival da categoria em toda América Latina - o 1º Festival Internacional de Stop Motion do Brasil (Recife/PE), em 2011.
Produção - Na produção do curta, nomes renomados como o doutor em Música pela UFRJ, Guilherme Maia na direção musical, Cenografia do premiado Léo Furtado e Mônica Terra Lima, o músico e produtor musical, André T. na mixagem e desenho de som, animação (2D) do renomado Mateus Di Mambro, painéis do grafiteiro Eder Muniz (Calangos) e bonecos do artista plástico, Leonardo Muela (Minhocas).  A animação conta com recursos do Edital de Apoio para Curta-metragem - Curta-afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual, parceria entre a Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura e a Fundação Palmares lançada em 2013, além do Edital de Patrocínio 2014 da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás).

Depoimentos sobre ÒRUN ÀIYÉ:

Caó Cruz Alves é um renomado diretor, cartunista e animador.

"Existe uma política de editais que sempre contempla a animação. Todavia, o principal problema na Bahia é a mão de obra. Infelizmente não temos qualificação profissional para atender a demanda mínima do mercado, por isso é necessário termos cursos, oficinas, mostras e festivais para formação de novos animadores".


Lindinalva Barbosa é educadora, mestre em Estudos de Linguagens/Uneb e omorixá Oyá do Terreiro do Cobre (Salvador).

“A gente vive hoje um dilema muito grande, que é de como vamos implementar a Lei 10.639 e a 11.645, que são dispositivos legais que prevê a implementação de fato a história da cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação das pessoas. A Lei existe, mas só vai acontecer de fato se nós fizemos ações e gestões nesse sentido. E o filme não é apenas um produto cultural, mais também o dispositivo pedagógico e isso vai nos ajudar a formar crianças que possam de fato viver em onde sejam respeitadas as diferenças étnicas”.

Sobre a diretora de ÒRUN ÀIYÉ  - Jamile Coelho

Cineasta baiana, Jamile Coelho, é graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal da Bahia — trabalha com animação desde 2008 — quando desenvolveu em parceria com o Grupo Caco de Telha a série 2D "A Turma da Jujuba". Atualmente, trabalha como diretora de comerciais publicitários, programas televisivos e documentários em Camaçari e Salvador. Estudou animação em stop motion com o animador e diretor Walter Tournier (Uruguai) e, com o diretor e animador Barry Purves (Inglaterra). Dirigiu a animação em stop motion "Talvez Futuro", selecionada para I Festival Internacional Brasil Stop Motion (2011).

Acompanhe o filme ÒRUN ÀIYÉ no Facebook.

Informações, entrevistas, gravações:
Jamile Menezes (Assessoria de Imprensa – (71) 9219-7135)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Inscrições para o V Congresso da ABPN até 31 de julho - BA



GT 01 – EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICAS: CURRÍCULO, FORMAÇÃO E TRABALHO DOCENTE
O grupo de pesquisa certificado pelo CNPq "Educação das Relações Étnicas: saberes e práticas dos legados africano, indígena e quilombola", vem desenvolvendo atividades que articulam pesquisa e extensão. Neste sentido, vem, desde 2005, buscando pensar nos processos de ensino aprendizagem que visem desnaturalizar a forma como a construção do conhecimento vem se dando na formação e trabalho dos docentes. É nesta perspectiva que este GT pretende fazer o mapeamento das pesquisas que lidem com questões Étnicas de ordem racial, sejam elas negras e/ou afro-brasileiras, no Estado da Bahia.

COORDENADORES:
Profª. PhD. Marise de Santana/UESB
Profª. PhD. Zoraya Maria de Oliveira Marques/UNEB
Prof. Dr. Benedito Eugênio/UESB
Profª. Drª. Rachel de Oliveira/UESC
Profª. Drª. Leliana Sousa/ UNEB
Prof. Ms. Otto Vinicius Agra Figueiredo/UEFS
Profª. Ms. Luciana Oliveira Correia/UNEB-Caetité
Profª. Ms. Livia Jessica Messias de Almeida/UEFS
Profª. Ms. Maria Rita Santos/UEFS
Profª. Ms. Hellen Mabel Santana Silva/ODEERE
Profª. PhD Zelinda dos Santos Barros/UFRB

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Escravidão doméstica X Escravidão mercantil

Escravidão doméstica

Forma de escravidão na qual os cativos são absorvidos, em uma posição subalterna, a um grupo de parentesco, e passam a ser empregados na produção de alimentos e utensílios a serem consumidos pelo próprio grupo.
Via de regra, em sociedades onde vigora esse tipo de escravidão os cativos são pouco numerosos. De modo geral, a pessoa passa à condição de escravo por dívidas contraídas por ela mesma ou por membros de sua família, como punição por crimes ou por ter sido capturada em uma guerra. Ela não pode ser comprada, vendida ou trocada. É comum que a pessoa escravizada, segundo essa forma, se case dentro do próprio grupo de parentesco, que incorpora sua descendência, seja em uma posição subalterna ou em uma situação de igualdade potencial com os demais membros da mesma idade.
Na África, nos locais onde a centralização política foi mais marcante, a escravidão doméstica começou a passar por transformações. O número de escravos crescia constantemente e eles passavam a ser cada vez mais importantes na produção de alimentos, em geral para sustentar uma classe de guerreiros ou de funcionários palacianos. No entanto, eles continuavam a ser obtidos por meio de guerras, e não por transações comerciais. Em outras palavras, o escravo não era uma mercadoria, nem era usado para produzir mercadorias.


Escravidão mercantil

Sistema econômico no qual a produção da riqueza de uma sociedade, geralmente inserida em um amplo circuito de trocas comerciais, baseia-se fundamentalmente no trabalho escravo. Para essas sociedades, o escravo é uma mercadoria, destinada a produzir outras mercadorias a serem vendidas no mercado externo.
Embora a utilização de mão-de-obra escrava tenha praticamente desaparecido na Europa durante a Idade Média, ela continuou a existir nos litorais do Mediterrâneo e no Oriente Médio, especialmente nas zonas sob a jurisdição do Califado, que era então um enorme império que unificava todos os muçulmanos, da Península Ibérica e do sul da Itália às fronteiras da China e dos diversos Estados da Índia, passando pelo norte da África. Com o tempo, seus mercadores alcançaram a África Ocidental e os portos da África Oriental, integrando essas duas regiões no comércio mundial e contribuindo para a introdução, em alguns desses locais, da escravidão mercantil.
Excetuando-se o Império Bizantino, a Europa era então uma região periférica, pobre e desorganizada politicamente, e que servia apenas como zona de captura de escravos e de saque para os exércitos muçulmanos. Apenas a partir do século X, com a fragmentação política do Califado, a Europa começaria lentamente a se fortalecer, em grande medida através da incorporação de diversas inovações técnicas, econômicas e culturais trazidas de diversas partes do mundo pelos muçulmanos.
A partir do século XIV, Portugal passou a se interessar pelo comércio africano, especialmente em duas mercadorias: ouro e escravos. O ouro era necessário para cunhar as moedas aceitas pelos comerciantes hindus, islâmicos ou chineses em troca de especiarias e artigos de luxo, como seda e perfumes. Os escravos continuavam sendo utilizados no sul da Europa para a produção de alimentos, vinho e azeite de oliva.
A primeira experiência portuguesa com a escravidão mercantil ocorreu nas ilhas atlânticas: para Cabo Verde eram levadas pessoas escravizadas no golfo do Benim para que produzissem têxteis, que, por sua vez, era trocado por ouro nas regiões produtoras da África Ocidental. Na ilha da Madeira, o vinho, vendido na Europa, também era produzido com mão-de-obra escrava. Mais tarde, os escravos comprados na região do Congo-Angola foram incorporados a esse circuito, que passou a incluir também a produção de açúcar em São Tomé. Essas experiências escravistas foram mais tarde aplicadas às possessões portuguesas nas Américas, no território que viria a ser o Brasil.
A escravidão mercantil apresenta com frequência dois desenvolvimentos colaterais.
O primeiro é que, por ser uma mercadoria cara, o escravo torna-se um item fundamental do consumo conspícuo, ou seja, ele passa a ser adquirido e exibido publicamente como prova do status social superior de quem o possui. No Brasil, esse processo foi bastante comum – os viajantes estrangeiros que passaram por aqui registraram isso muito bem. [ver escravidão conspícua]
O segundo é que, em ocasiões em que a demanda militar não é suportada pelo contingente populacional de homens livres, sociedades escravistas tendem a formar contingentes militares de escravos. Isso pode ocorrer quando há pretensões de expansão territorial, quando há necessidade de defesa contra um inimigo mais poderoso, ou quando é necessário conter dissensões e revoltas internas (nesse caso, os homens livres que compõem os exércitos comuns poderiam simplesmente aderir à revolta, em função de lealdades familiares ou locais). Esse processo ocorreu, por exemplo, no império de Oyó, na África Ocidental. [ver escravidão ancilar].
No cômputo geral, entretanto, a quantidade de escravos soldados ou de escravos utilizados apenas como indicativo de status sempre foi incomparavelmente menor que o número de escravos empregados na produção de mercadorias. É essa preponderância que nos permite falar de um sistema de escravidão mercantil.
É importante salientar que, no mundo muçulmano, a escravidão não tinha inicialmente um caráter racial, como parece ter tido desde muito cedo na Europa. Os escravos eram de muitas cores e vinham de qualquer lugar – dos campos da Europa Ocidental, das planícies da Ásia Central, do entorno do Mar Negro ou da Índia. Entretanto, enquanto, nessas regiões, diversos fatores contribuíram para limitar e mesmo extinguir a captura e o comércio de escravos entre os séculos XIV e XVII, a região africana se consolidou como a principal região fornecedora para o mundo muçulmano, papel que desempenhou até o fim do século XIX. Como resultado disso, passou a haver uma correlação entre escravidão e raça, baseada principalmente nas formulações cristãs europeias sobre o tema, em especial as que envolviam o episódio bíblico dos filhos de Noé.

FONTE: FIGUEIREDO, Fábio Baqueiro. Glossário. In: História da África. Salvador: CEAO/UFBA, 2011.